Paratriatleta cearense supera desastre de moto e tenta vaga nos jogos do Rio 2016

Atleta é campeão Norte e Nordeste de Para-natação e 3º colocado no ranking Brasileiro de Paratletismo e agora parte para 100 e 200 metros, além do salto em distância

O paratriatleta Francisco Elione Sousa, 32 anos, estará no Recife este final de semana em busca sua classificação para a Paralimpíada 2016 que acontece em setembro, no Rio de Janeiro. Até o próximo domingo, 6 de março, ele compete as provas de atletismo ao lado de 500 esportistas na etapa regional Norte-Nordeste do Circuito Caixa Loterias, competição seletiva para os jogos paralímpicos. As provas começam nesta sexta, 4, e durante os três dias as modalidades atletismo, natação e halterofilismo vão ser disputadas no Centro Esportivo Santos Dumont, em Boa Viagem.

O cearense é destaque pelos títulos conquistados como campeão estadual de Para-natação, campeão Norte e Nordeste de Para-natação, 3º colocado no Open Internacional da Argentina, 3º colocado no Open Internacional de São Paulo, 3º colocado no ranking Brasileiro de Paratletismo, além de ser o atual campeão cearense Para-triahlon, 3º colocado no ranking Brasileiro, 4º colocado ITU World Para-triatlhon Manaus.

Agora, com ajuda de uma prótese de fibra de carbono, ele se lança em novas modalidades e vai correr as provas de 100m e 200m, além do salto em distância. Os resultados do circuito regional levam os atletas à etapa nacional, que classifica índices para a paralimpíada. “Tenho muita esperança de ir para os jogos no Rio de Janeiro e estou trabalhando duro para isso”, revela. Francisco Elione de Souza é patrocinado pelo Hapvida Saúde.

Para Francisco Elione, a vida de atleta começou em 2010, após sofrer um acidente de moto que resultou na amputação da sua perna esquerda. O que para muitos pode ser o motivo para desistir de viver, para ele foi a oportunidade de seguir a vida com um novo foco. “A deficiência me trouxe novos sonhos”, conta o paratritleta ao lembrar que, na infância, o seu desejo era ser jogador de futebol.

A paixão pelo esporte ressurgiu quando ainda não sabia nadar, durante as sessões de fisioterapia na piscina, que o fizeram enxergar a sua capacidade para enfrentar novos desafios. Foi então que, além da natação, começou a treinar corrida e ciclismo, competindo em provas de para-triatlhon. “Em vez de ficar em casa, deitado numa cama e reclamando da vida, resolvi levantar a cabeça e fazer diferente. Isso era o mínimo que poderia fazer por mim e por minha família”, conta o atleta que encontrou no esporte o caminho da superação.