Colégio Madre de Deus investe na educação alimentar

Dia Nacional da Saúde e Nutrição, nesta terça, 31 de março, é lembrado diariamente por alunos do Colégio Madre de Deus

De onde vêm os alimentos que consumimos? Por que comer fruta no lugar do salgadinho ou do biscoito da propaganda da tv? As perguntas podem parecer simples, mas não para crianças que cresceram em áreas urbanas. Nesta terça-feira, 31 de março, Dia Nacional da Saúde e Nutrição, o assunto volta à tona.  Formar o paladar e incentivar a educação alimentar deste pequeno. Esse é o objetivo do trabalho que vem sendo desenvolvido no Colégio Madre de Deus, em Boa Vigem. “Acostumados a receberem alimentos prontos, fracionados e embalados, os pequenos ficam surpresos ao verem, por exemplo, uma galinha e acham o bicho vivo fantástico”, nota a supervisora pedagógica do Colégio Madre de Deus, Sara Furtado.

A escola desenvolve um trabalho de lanche saudável coletivo com alunos da creche ao 1º ano. As crianças levam o alimento de casa, descascam as frutas e observam o preparo das comidas. “Fazemos isso para que eles vejam a origem daquele alimento. O que foi plantado, colhido, descascado”, explica Sara. Além disso, a escola conta com um galinheiro e uma horta, garantindo um aprendizado ainda mais completo e participativo quando se trata de explicar às crianças o caminho que os alimentos vegetais e carnívoros fazem antes de chegar à mesa.

Os estudantes da educação infantil se reúnem uma vez por semana na cozinha da escola para preparar seu próprio lanche. “Dependendo da sugestão do dia, os alunos lavam, descascam, temperam e cortam as verduras e legumes. Todos os passos são auxiliados pela professora”, afirma a coordenadora pedagógica da Unidade I, Cláudia da Fonte. No restante da semana, os pais enviam os lanches sugeridos pela escola para cada dia.

E a prática da alimentação saudável não fica apenas no ensino dos pequenos, ela se estende durante todo o período do aluno no colégio – até o 3º ano do segundo médio. “Na cantina oferecemos sucos, sanduíches naturais, frutas, iogurtes, leite fermentado, salgados de forno, bolos caseiros, água de coco, dentre outros”, afirma a coordenadora. “Queremos formar adultos conscientes do que é bom ou não para a saúde do corpo”, complementa. Independente da idade do estudante, a escola solicita o apoio dos pais para que sejam as principais referências dos filhos, estimulando práticas saudáveis também dentro de casa.