Maio Vermelho alerta para prevenção do câncer de boca e importância do diagnóstico precoce

Dra. Adriana Morosini CREDITO Dayvison Nunes

A campanha Maio Vermelho chama atenção para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de boca, um dos tipos mais incidentes no país. De acordo com a pesquisa Estimativa 2026: incidência de câncer no Brasil, do Instituto Nacional de Câncer, o Brasil deve registrar cerca de 17.190 novos casos por ano no triênio de 2026 a 2028, sendo 12.260 entre homens e 4.930 entre mulheres. No Nordeste, entre os tipos de câncer, o de boca ocupa a quinta posição entre os homens, com taxa de 9,57 casos por 100 mil habitantes.

A cirurgiã-dentista Adriana Morosini destaca que o consumo de álcool e o tabagismo estão entre os principais fatores associados ao desenvolvimento de tumores na cavidade oral e nos lábios e o maior desafio segue sendo o diagnóstico tardio. “O câncer de boca muitas vezes não apresenta sintomas evidentes nas fases iniciais, o que faz com que muitos pacientes só procurem atendimento quando a doença já está em estágio avançado”, explica.

Embora possa atingir qualquer pessoa, a maior incidência ocorre entre homens acima dos 40 anos, especialmente fumantes e consumidores de bebidas alcoólicas. “O risco aumenta significativamente quando há associação entre o tabagismo e o consumo de álcool. Vale lembrar que outros produtos derivados do tabaco, como charuto, cachimbo, fumo de rolo, rapé e narguilé também compartilham dos mesmos riscos”, enfatiza a cirurgiã dentista e implantodontista Adriana Morosini”. 

Sinais de alerta

Entre os principais sintomas que devem ser observados estão manchas brancas ou avermelhadas na boca, feridas que não cicatrizam, sangramentos frequentes, rouquidão persistente, nódulos no pescoço e dificuldade para mastigar ou engolir.

“Atenção especial deve ser dada a feridas que não cicatrizam após 15 dias. Aftas recorrentes ou persistentes também precisam ser avaliadas por um profissional”, orienta Adriana Morosini.

Fatores de risco vão além do cigarro

Além do tabaco e do álcool, outros fatores podem contribuir para o desenvolvimento da doença, como exposição solar sem proteção, especialmente nos lábios, infecção pelo HPV, obesidade, alimentação inadequada e traumas crônicos na cavidade oral.

O uso de próteses dentárias mal ajustadas também merece atenção. “Próteses folgadas ou com estruturas que provocam ferimentos repetitivos, assim como dentes quebrados ou restaurações irregulares, podem gerar lesões crônicas que, ao longo do tempo, evoluem para um câncer de boca”, alerta.

A especialista Adriana Morosini reforça que consultas regulares ao dentista são fundamentais para a detecção precoce. “O acompanhamento profissional permite identificar alterações ainda no início, quando as chances de tratamento e cura são maiores”, afirma.

Adriana Morosini é cirurgiã dentista e implantodontista.

@dra.adrianamorosini