Sofre com refluxo? Saiba se é preciso procurar um especialista

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Sofre com refluxo? Saiba se é preciso procurar um especialista

Sérvio Fidney - FOTO

29 de maio é o Dia Mundial da Saúde Digestiva para alertar e conscientizar a população sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce das doenças do aparelho digestivo. Segundo dados da Organização Mundial de Gastroenterologia, cerca de 20% da população mundial possuem problemas gastrointestinais. Dentre esses, pelo menos 90% das pessoas não procuram atendimento médico e recorrem à automedicação, o que não é recomendado.

Nesta data, o alerta vai para o refluxo, um problema muito comum que atinge mais de 25 milhões de brasileiros, conforme dados do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD) e costuma causar incômodos como azia, sensação de queimação no peito e retorno de substância ácida em direção à boca após as refeições. O problema pode se apresentar desde em formas leves até desconfortos intensos e recorrentes e, se não tratado, pode aumentar as chances de desenvolver doenças mais sérias como a estenose de esôfago e câncer.

O que é o refluxo?

“O refluxo gastroesofágico consiste no retorno do conteúdo gástrico do estômago para o esôfago, que não está preparado para receber esse líquido ácido. Na maioria das vezes, o problema está relacionado ao mau funcionamento da musculatura do esfíncter esofagiano inferior, que fica entre o esôfago e o estômago, permitindo esse refluxo. Quando o esôfago passa a sofrer muita exposição à acidez do suco gástrico, pode haver complicações sérias”, aponta o médico cirurgião Sérvio Fidney, especialista em cirurgia do aparelho digestivo e cirurgia videolaparoscópica.

Quais os sinais do refluxo?

●      Queimação;

●      Dores no peito;

●      Azia;

●      Tosse;

●      Rouquidão;

●      Pigarro;

●      Sensação de “bolus” na garganta;

●      Mau hálito;

●      Desgaste do esmalte dentário.

●      Sufocamento noturno

Quais as complicações causadas pelo refluxo?

“Além dos sintomas que costumam ser bem incômodos, uma vez se tornando persistente, a patologia pode levar a uma série de complicações como sangramentos, erosões, úlceras e o esôfago de Barrett, uma das consequências mais temidas, responsável pela alteração da mucosa do esôfago, sendo um dos principais fatores para gerar o câncer de esôfago”, alerta Sérvio Fidney, que também é chefe do serviço de Cirurgia Geral e Bariátrica do Hospital Agamenon Magalhães (SUS-PE).

Quais os fatores que influenciam no aparecimento do refluxo?

●    Obesidade

●     Diabetes

●     Alterações hormonais

●     Tabagismo

●     Uso de alguns medicamentos

●    Consumo de bebidas alcoólicas ou gaseificadas

●   Consumo de alimentos ricos em cafeína e gordura, como chocolates, cafés e frituras.

Quando é a hora de procurar um especialista?

“Qualquer pessoa pode ter refluxo, principalmente após as refeições. No entanto, o refluxo se torna patológico quando ocorre de forma frequente, com uma maior acidez, provocando lesões no esôfago. Se os episódios forem recorrentes, é importante buscar ajuda com um especialista”, explica o especialista.

Quais as formas de tratamento?

●      Mudanças alimentares e no estilo de vida

●      Medicamentos orais para melhora dos sintomas

●      Cirurgia com confecção de válvula anti-refluxo

“O tratamento cirúrgico para correção do esfíncter esofágico é indicado em último caso quando as outras medidas não fazem efeito. Ele pode ser feito com métodos de cirurgia menos invasivos, como a laparoscopia.  É necessário estar atento às comorbidades ligadas à doença, entre elas se destaca a obesidade, e nestes casos o controle dela é fundamental no combate e cura do refluxo”, destaca Sérvio Fidney, médico cirurgião, especialista em cirurgia do aparelho digestivo e cirurgia videolaparoscópica.

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